por José Saramago
A palavra que eu mais gosto é “não”. Chega sempre um momento em nossa vida em que é necessário dizer “não”. O “não” é a única coisa efetivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer “não”. A fatalidade do não – ou a nossa própria fatalidade – é que não há nenhum “não” que não se converta num “sim”. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Vida Provisória
Se a nossa vida é provisória, que seja linda e louca nossa história, pois o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. (Fernando Pessoa)
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