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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Seja Paciente!

Quero lhe implorar
Para que seja paciente
Com tudo o que não está resolvido em seu coração e tente amar.
As perguntas como quartos trancados e como livros escritos em língua estrangeira.
Não procure respostas que não podem ser dadas porque não seria capaz de vivê-las. E a questão é viver tudo. Viva as perguntas agora.
Talvez assim, gradualmente, você sem perceber, viverá a resposta num dia distante.

 Autor: Rainer Maria Rilke

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Sábio

"O sábio é aquele que consegue se arrepender um pouco menos, esperar um pouco menos e amar um pouco mais".

estóicos

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Identidade.

"Quando você é uma criança indesejável ou não é bem vinda, e a essência do que você é parece ser inaceitável, você busca uma identidade que seja aceitável"

Marlon Brando.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fugir

Não basta fugir, é preciso fugir no bom sentido, fugir do tédio, da fome, da guerra. Não se deve fugir excentricamente, é preciso fugir concênctricamente. Fugir o mundo para poder reinventá-lo um dia, quem sabe maior, mais verdadeiro, mais essencial, mais justo.

C. F. Ramuz

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional... Carlos Drummond de Andrade

Sofrimento

"A educação para o sofrimento, evitaria senti-lo, em relação a casos que não o merecem".
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pretendo que a poesia tenha a virtude de, em meio ao sofrimento e ao desamparo, acender uma luz qualquer, uma luz que não nos é dada, que não desce dos céus, mas que nasce das mãos e do espirito dos homens.

Ferreira Gullar

sábado, 25 de junho de 2011

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou – eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.
de Manoel de Barros

sábado, 21 de maio de 2011

Não sei !!!

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei que, que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei por quê.
 
(Luiz de Camões, repórter e poeta.)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A história dos nomes dos meses.

Janeiro – mês dedicado ao deus Janus, que possuía duas faces – uma para frente, o ano que se inicia, e outra para trás, o ano que termina. Era divindade dos princípios e começos, zelador do passado e do futuro.

Fevereiro – de Februa (ou Februalia), festival ou ritual de purificação realizado nessa época em tempos antigos: os romanos faziam sacrifícios expiatórios aos deuses, para conseguir sua benevolência.

Março – mês que iniciava o ano no antigo calendário romano e era dedicado a Marte, deus da guerra.

Abril – nome provavelmente vindo da palavra latina aprire, abrir, designando o primeiro desabrochar das flores, o início da primavera; algumas interpretações, no entanto, atribuem a esse nome homenagem feita a Afrodite, deusa do amor, a quem o mês era consagrado.

Maio – referência e celebração à deusa Maia, mãe de Mercúrio, e responsável pelo despertar da natureza, pelo crescimento das plantas e das flores.

Junho - homenagem a Juno, mulher de Júpiter, deus do Olimpo. Era deusa regente do céu e da terra e considerada a protetora fiel das esposas legítimas.

Julho - inicialmente Quintilis, teve seu nome mudado em honra a Júlio César, imperador romano.

Agosto – originalmente Sextilis, foi rebatizado para homenagear o imperador César Augusto, do Império Romano.

Setembro - do latim septem, era o sétimo mês do calendário romano antes da reforma realizada por Numa Pompílio.

Outubro – do latim octo, ou oito, designava o oitavo mês, nessa mesma época antes da reforma.

Novembro – do latim, novem, o nono mês desse primeiro calendário.

Dezembro – do latim decem, ou dez, o décimo e último mês desse mesmo calendário.

As origens do nosso calendário podem ser encontradas na Roma Antiga do século VII antes de Cristo (aproximadamente). O primeiro calendário romano foi criado com o objetivo de substituir os calendários lunares, não muito precisos, que faziam variar as datas das estações e, consequentemente, as datas das festas religiosas e pagãs que se ligavam a elas. Um grande transtorno!
 O ano, então, passou a ter 304 dias, estava dividido em dez meses, de trinta ou trinta e um dias,  tinha seu início em março e seu término em dezembro. À medida que o tempo foi passando, entretanto, constatou-se que ainda existia uma diferença em relação ao início das estações, pois o ano solar tem 365 dias e mais algumas horas.
Para cobrir essa diferença, o imperador Nuna Pompílio, ainda por volta do século VII a.C., resolveu acrescentar mais dois meses: janeiro e fevereiro, completando o nosso total atual de 12 meses.
Em 46 a.C., o imperador Júlio César fez um último ajuste. Com base no calendário elaborado pelos egípcios, ele instituiu o ano de 365 dias e manteve os nomes dos meses.  Nesse sistema, os primeiros seis meses tinham seus nomes em homenagem a deuses ou festividades romanas, e os outros seguintes, marcavam sua ordem numérica dentro do ano.
 Quintilis e Sextilis, originalmente o quinto e o sexto mês, foram posteriormente rebatizados com os nomes julho e agosto: o primeiro, em homenagem ao imperador Júlio César (44 a.C.), e o segundo, em honra ao imperador César Augusto (8 d.C.).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pensamento !!!

de Pablo Neruda
O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida – ao optar pelas atitudes construtivas – você cresce como ser humano.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trbalhar na direção de suas metas.
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tem gente burra e maldosa

Reinaldo Polito

Cuidado, muito cuidado quando conversar com gente com quantidade limitada de massa cinzenta e com aqueles maldosos, que fazem de tudo para arrumar encrenca. O que me surpreende é a proliferação dessa turma. Tenho cá comigo que isso se deve ao exagero do politicamente correto.
Politicamente correto, tudo bem. Agora, aproveitar a onda e explorar a moda para aflorar a hipocrisia, é, sem dúvida, um desvirtuamento do relacionamento social. Isso não pode, aquilo não pode, quase nada pode. E como fazer para equilibrar os pratos no meio dessa tempestade?
Gente normal, com um mínimo de semancol pega de primeira a mensagem subentendida. São pessoas com inteligência para compreender a linguagem metafórica. Riem das ironias finas, das brincadeiras, até quando elas mesmas são alvo de gozações. Percebem que o que vale não é o que foi dito, mas sim o que ficou nas entrelinhas, por trás das palavras.
Gente burra, não. São pessoas com cérebro do tamanho da cabeça de um alfinete. Pegam tudo ao pé da letra. Não são capazes de perceber uma brincadeira a não ser que o interlocutor se vista de palhaço e vire cambalhota no picadeiro. E olhe lá! Reagem com aquele ar obtuso e com palavras mais ou menos programadas: eu não acredito que você teve coragem de dizer isso para mim.
Quem não acredita é você. Como é possível que essa cabeça de ostra não tenha percebido que se tratava de uma brincadeira? Pior, dependendo do tipo de comentário ou de brincadeira que você fez cai na vala comum do politicamente correto e o estrago é ainda maior.
É praticamente impossível explicar para uma toupeira que o comentário não teve nenhuma intenção de ofender, e que valia na mensagem a informação oculta, com outro sentido atrás das palavras. Ããããã?  Não, não adianta explicar. A melhor saída é ficar longe de gente burra. Se não for possível, não diga nada que possa dar duplo sentido.
Há também os maldosos. Esses são perigosos porque sabem que o comentário ou a brincadeira teve outro sentido além das palavras, mas fingem não entender essa sutileza verbal e reagem como se fossem pessoas burras, só para arrumar encrenca. Você não se conforma. Sabendo que se trata de uma pessoa inteligente, como ela pode dizer que não entendeu que a informação era outra?!
Tanto no primeiro como neste caso a melhor solução é manter distância dessas pessoas. Nem sempre é possível. Por isso, continua valendo a sugestão de não dizer o que pode ser mal interpretado quando se tratar de pessoas com cabeça fechada.
E no caso de gente maldosa, ou evitar esses comentários, ou exagerar tanto na maneira de dizer que não sobre brecha para atazanarem sua vida. Se esbarrar no politicamente correto duplique a precaução.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Descobriu-se abandonado. Como milhões. Ele e os irmãos, que nem conhecia. Cada um foi para um lado, depois de atravessarem a porta da maternidade. Meio século antes. Quem foram eles? Quem são eles? Descobriu porque carregava as facas no peito e na garganta. Descobriu porque não via brilho, não via vida. Descobriu porque o mundo da alucinação conduzida foi a saída e entrada. Para outro inferno. Tanto fazia a riqueza e a miséria. Tanto fazia o beijo na boca ou a cusparada na cara. O carinho o ou murro. O afago ou a tortura. Morrer ou matar. Um templo e uma fossa aberta. Uma paisagem de cartão postal ou o lixão fétido da periferia. Amor. A palavra lhe era ofensiva, pois não conhecia o sentimento. Seres humanos eram feitos de plástico. Se via o sangue jorrando, pensava em um novo suco. Os gritos da dor lhe soavam como sinfonia. Cinquenta anos. Sobrevivente. Do abandono. Não tinha coragem para o ato final. E isso o machucava mais. Achava que penava tanto porque tinha companhia. Eram os outros. Milhões. Os abandonados das mais diferentes formas. Até os que viveram com eles. Sob o mesmo teto. Comeram à mesma mesa. Mas nunca foram olhados. Nunca um colo. Nunca um carinho. Nunca.

por Zé da Silva, do blog do Zé Beto.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Dicas de português (parte 3)

(Terceira parte)
71 - E quer mais? 'Pêra', a fruta, leva acento, só para diferenciar de uma antiga preposição também chamada 'pera'. Já o plural dispensa o acento: 'peras'. Dá pra entender? O jeito é decorar.

72 - Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: 'pôde', terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poder. É para diferenciar de 'pode', a forma do presente. Então dizemos: Ele até que pôde fazer tudo aquilo, mas hoje não pode mais. Percebeu a diferença?

73 - 'Pôr só leva acento quando é verbo': "Quero pôr tudo no seu devido lugar". Mas 'se for preposição, não leva acento': Por qualquer coisa, ele se contenta.

74 - Fique atento: nunca diga, nem escreva 1 de abril, 1 de maio. Mas sempre: 'primeiro de abril', 'primeiro de maio'. Prevalece o ordinal.

75 - É chato, pedante ou parece ser errado dizer quando eu 'vir' Maria, darei o recado a ela. Mas esse é o emprego correto do 'verbo ver' no futuro do subjuntivo. Se eu o vir, quando eu o vir. Mas quando é o verbo vir que está na jogada, a coisa muda: quando eu 'vier', se eu 'vier'.

76 - Só use 'quantia' para somas em dinheiro. Para o resto, pode usar 'quantidade'. Veja: Recebi a quantia de 20 mil reais. Era grande a quantidade de animais no meio da pista.

77 - O prefixo 'recém' sempre se separa por hífen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como oxítona: recém-chegado de Londres.

78 - Não esqueça: 'retificar é corrigir', e 'ratificar é comprovar, reafirmar': "Eu ratifico o que disse e retifico meus erros.

79 - Quando disser 'ruim', diga como se a sílaba mais forte fosse - im. Não tem cabimento outra pronúncia.

80 - Fique atento: só empregamos 'São' antes de nomes que começam por consoante: 'São Mateus', 'São João', 'São Tomé', etc. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos 'Santo: 'Santo Antônio', 'Santo Henrique', etc.

81 - E lembre-se: 'seção, com ç', quer dizer 'parte de um todo, departamento': a seção eleitoral, a seção de esportes. Já 'sessão, com dois ss', significa intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembléia, um acontecimento qualquer: 'A sessão do cinema demorou muito tempo'.

82 - Não confunda: 'senão', (juntinho), quer dizer"caso contrário" e 'se não', (separado), equivale a "se por acaso não". Veja: Chegue cedo, senão eu vou embora. Se não chegar cedo, eu vou embora. Percebeu a diferença?

83 - Tire esta dúvida: quando 'só' é adjetivo equivale a sozinho e varia em número, ou seja, pode ir para o plural. Mas 'só' como advérbio, quer dizer somente. Aí não se mexe. Veja: Brigaram e agora vivem sós (sozinhos). Só (somente) um bom diálogo os trará de volta.

84 - É comum vermos no rádio e na tv o entrevistado dizer: O que nos falta são 'subzídios'. Quer dizer, fala com a pronúncia do z. Mas não é: pronuncia-se 'ss'. Portanto, escreva 'subsídio' e pronuncie 'subssídio'.

85 - 'Taxar' quer dizer 'tributar', 'fixar preço'. 'Tachar' é 'atribuir defeito', 'acusar.

86 - E nunca diga: 'Eu torço para o Flamengo'. Quem torce de verdade, 'torce pelo Flamengo'. (Janistraquis garante que é melhor torcer pelo Vasco...)

87 - Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: 50% dos estudantes passaram nos testes finais. Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade. Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições. Mais exemplos: 10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas. Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível.

88 - 'Um dos que' deixa dúvidas,mas, pela norma culta, devemos pluralizar. Há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão: Eu sou um dos que foram admitidos. Sandra é uma das que ouvem rádio.

89 - 'Veado' se escreve com e, e não com I.

90 - Esse português da gente tem cada uma: 'tem viagem com G e viajem com J' . Tire a dúvida: viagem é o substantivo: A viagem foi boa. Viajem é o verbo: Caso vocês viajem, levem tudo.

91 - O prefixo 'vice' sempre se separa por hífen da palavra seguinte: vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc.

92 - Geralmente, se usa o 'x depois da sílaba inicial en': enxaguar, enxame, enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc. Mas cuidado com as exceções: encher e seus derivados (enchimento, enchente, enchido, preencher, etc) e quando -en se junta a um radical iniciado por ch: encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc.

93 - Não adianta teimar: 'chuchu' se escreve mesmo é com 'ch'.

94 - 'Ciclo vicioso' não existe. O correto é 'círculo vicioso'.

95 - E qual a diferença entre 'achar' e 'encontrar'? Use 'achar' para definir aquilo que se procura, e 'encontrar' para aquilo que, sem intenção nenhuma, se apresenta à pessoa. Veja: Achei finalmente o que procurava. Maria encontrou uma corda debaixo da cama. Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada.

96 - 'Adentro' é uma palavra só: meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro.

97 - Não existe 'adiar para depois'. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois.

98 - 'Afim' (juntinho) tem relação com afinidade: gostos afins, palavras afins. 'A fim de' (separado) equivale a para: veio logo a fim de me ver bem vestido.

99 - Pode parecer meio estranho, mas pode conjugar o 'verbo aguar' normalmente: eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam.

100 - 'Centigrama' é uma palavra masculina: dois centigramas.

Moacir Japiassu

Dicas de português (parte 2)

(Segunda parte)

35 - E ainda tem gente que teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras. 'Escreva e diga sempre rubrica'.

36 - 'Ninguém diz eu coloro esse desenho'. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. 'A mesma coisa é o verbo abolir'. Ninguém é doido de dizer eu abulo. Pra dar um jeitinho, diga: Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito.

37 - 'Outro verbo danado é computar'. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam.

38 - Outra vez atenção: os verbos terminados em -uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em -e e não em -i. Observe: Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava.

39 - A propósito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em -uir devem ser escritos naqueles tempos com -i, e não -e. Veja: Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confiança. Isso influi bastante nas minhas decisões. Aquilo não contribui em nada com o progresso.

40 - 'Coser significa costurar'. 'Cozer significa cozinhar'.

41 - 'O correto é dizer deputado por São Paulo', 'senador por Pernambuco', e não deputado de São Paulo e senador de Pernambuco.

42 - 'Descriminar' é absolver de crime, inocentar. 'Discriminar' é distinguir, separar. Então dizemos: Alguns políticos querem descriminar o aborto. Não devemos discriminar os pobres.

43 - 'Dia a dia (sem hífen) é uma expressão adverbial que quer dizer todos os dias, dia após dia'. Por exemplo: Dia a dia minha saudade vai crescendo. Enquanto que 'dia-a-dia (com hífen) é um substantivo que significa cotidiano' e admite o artigo: O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio.

44 - 'A pronúncia certa é disenteria', e não desinteria.
45 - A palavra 'dó (pena) é masculina'. Portanto, 'Sentimos muito dó daquela moça'.

46 - 'Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular', sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: Dez quilos é muito. Dez reais é pouco. Dois gramas é suficiente.

47 - 'Há duas formas de dizer': é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença do artigo a na segunda locução.

48 - Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: 'televisão em cores', e não a cores.

49 - Cuidado: 'emergir é vir à tona', vir à superfície. Por exemplo: O monstro emergiu do lago. Mas 'imergir é o contrário': é mergulhar, afundar. Veja o exemplo: O navio imergiu em alto-mar.

50 - A confusão é grande, mas 'se admitem as três grafias': 'enfarte, enfarto e infarto'.

51 - Outra dúvida: nunca devemos dizer estadia em lugar de estada. Portanto, a minha estada em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou um dia. Portanto, 'estada para permanência de pessoas, e estadia para navios ou veículos'.

52 - E não esqueça: 'exceção é com ç', mas 'excesso é com dois ss'.

53 - Lembra-se dos 'verbos defectivos'? Lá vai mais um: 'falir'. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: nós falimos, vós falis. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales...Horrível, não?

54 - Todas as expressões adverbiais formadas por 'palavras repetidas dispensam a crase': 'frente a frente', 'cara a cara', 'gota a gota', 'face a face', etc.

55 - Outra vez tome cuidado. Quando for ao supermercado, 'peça duzentos ou trezentos gramas' de presunto, 'e não duzentas ou trezentas'. Quando significa unidade de massa, grama é substantivo masculino. 'Se for a relva, aí sim, é feminino': não pise na grama; a grama está bem crescida.

56 - É frequente se ouvir no rádio ou na TV os entrevistados dizerem: Há muitos 'anos atrás...' Talvez nem saibam que estão construindo uma frase redundante. Afinal, há já dá idéia de passado. Ou se diz simplesmente 'há muito anos...' ou 'muitos anos atrás...' Escolha. Mas não junte o há com atrás.

57 - Cuidado nessa arapuca do português: as palavras paroxítonas terminadas em -n recebem acento gráfico, mas as terminadas em -ns não recebem: 'hífen', 'hifens'; 'pólen', 'polens'.

58 - Atenção: 'Ele interveio' na discórdia, 'e não interviu'. Afinal, 'o verbo é intervir, derivado de vir'.

59 - 'Item não leva acento'. Nem seu plural itens.

60 - O certo é 'a libido', feminino. Devo dizer: 'Minha libido' hoje não tá legal.

61 - Todo mundo gosta de dizer 'magérrima', 'magríssima', mas o superlativo de magro é 'macérrimo'.

62 - Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Portanto, devemos dizer: os alunos mais bem preparados são os do 2o grau. E nunca: os alunos melhor preparados...

63 - Essa história de 'mal com l', e 'mau com u', até já cansou: É só decorar: 'Mal' é antônimo de bem, e 'mau' é antônomo de bom. É só substituir uma por outra nas frases para tirar a dúvida.

64 - Pronuncie 'máximo', como se houvesse dois ss no lugar do x. (mássimo)

65 - Toda vez que disser: 'É meio-dia e meio você estará errando. 'O certo é: meio-dia e meia', ou seja, meio-dia e meia hora.

66 - Não tenho 'nada a ver' com isso, e 'não haver' com isso.

67 - 'Nem um nem outro' leva o verbo para o singular: Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu.

68 - Toda vez que usar o 'verbo gostar' tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição de. Ex: a coisa de que mais gosto é passear no parque. A pessoa de que mais gosto é minha mãe.

69 - Lembre-se: 'pára', com acento, é do verbo parar, e 'para', sem acento, é a preposição. Portanto: Ele não pára de repetir para o amigo que tem um carro novo.

70 - E tem mais: 'pelo', (sem acento), é preposição (contração da preposição por com o artigo a) e pêlo, com acento, é o cabelo.

Moacir Japiassu 

Dicas de português (parte 1)

CEM DICAS DE PORTUGUÊS
(Primeira parte)

1 - "Custas só se usa na linguagem jurídica" para designar despesas feitas no processo. Portanto, devemos dizer: "O filho vive à custa do pai". No singular.

2 - Não existe a expressão "à medida em que". Ou se usa à medida que correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que equivalente a tendo em vista que.

3 - 'O certo é " a meu ver" e não ao meu ver.

4 - "A princípio" significa inicialmente, "antes de mais nada": Ex: A princípio, gostaria de dizer que estou bem. "Em princípio" quer dizer "em tese". Ex: Em princípio, todos concordaram com minha sugestão.

5 - "À-toa", (com hífen), é um adjetivo e significa "inútil", "desprezível". Ex: Esse rapaz é um sujeito à-toa. "À toa", (sem hífen), é uma locução adverbial e quer dizer "a esmo", "inutilmente". Ex: Andava à toa na vida.

6 - Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: "Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe..." Mas podemos dizer: "Caso o veja por aí...".

7 - 'Acerca de' quer dizer 'a respeito de'. Veja: Falei com ele acerca de um problema matemático. Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: Há cerca de um mês que não a vejo.

8 - Não esqueça: alface é substantivo feminino. A Alface está bem verdinha.

9 - Além pede sempre o hífen: 'além-mar', 'além-fronteiras', etc.

10 - Algures é um advérbio de lugar e quer dizer 'em algum lugar'. Já alhures significa 'em outro lugar'.

11 - Mantenha o timbre fechado do o no plural dessas palavras: 'almoços', 'bolsos', 'estojos', 'esposos', 'sogros', 'polvos', etc.

12 - O certo é 'alto-falante', e não auto-falante.

13 - O certo é 'alugam-se casas', e não aluga-se casas. Mas devemos dizer precisa-se de empregados, trata-se de problemas. Observe a presença da preposição (de) após o verbo. É a dica pra não errar.

14 - Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Veja: 'afrouxar', 'encaixe', 'feixe', 'baixa', 'faixa', 'frouxo', 'rouxinol', 'trouxa', 'peixe', etc.

15 - Ancião tem três plurais: 'anciãos', 'anciães', 'anciões'.

16 - Só use ao 'invés de' para significar 'ao contrário de', ou seja, 'com idéia de oposição'. Veja: Ela gosta de usar preto ao invés de branco. Ao invés de chorar, ela sorriu. Em vez de quer dizer em lugar de. Não tem necessariamente a idéia de oposição. Veja: Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas. (Estudar não é antônimo de brincar).

17 - Ainda se vê e se ouve muito aterrisar em lugar de aterrissar, com dois s. 'Escreva sempre com o s dobrado'.

18 - 'Não existe preço barato ou preço caro'. Só existe preço alto ou baixo. 'O produto, sim, é que pode ser caro ou barato'. Veja: Esse televisor é muito caro. O preço desse televisor é alto.

19 - Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas estão erradas. Deve-se escrever 'bem-vindo', sempre com hífen.

20 - Atenção: 'nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc'. O nome fica sempre coladinho. O Sport se tornou tetracampeão no ano 2000. O Náutico foi hexacampeão em 1968. O Brasil foi bicampeão em 1962.

21 - Veja bem: 'uma revista bimensal é publicada duas vezes ao mês', ou seja, 'de 15 em 15 dias'. 'A revista bimestral só sai nas bancas de dois em dois meses'. Percebeu a diferença?

22 - Hoje, tanto se diz 'boêmia' como 'boemia'. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonacidade no mia.

23 - Cuidado: 'Eu caibo' dentro daquela caixa. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo é irregular.

24 - Preste atenção: 'o senador Luiz Estêvão foi cassado'. Mas 'o leão foi caçado' e nunca foi achado. Portanto, 'cassar' (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.

25 - Existem palavras que 'só devem ser empregadas no plural'. Veja: os óculos, as núpcias, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas, etc.

26 - Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de caráter é 'caracteres'. Então, Carlos pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres.

27 - 'Cartão de crédito e cartão de visita não pedem hífen'. 'Já cartão-postal exige o tracinho'.

28 - 'Catequese se escreve com s', mas 'catequizar é com z'. Esse português...

29 - O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc.

30 - 'Censo é de recenseamento'; 'senso refere-se a juízo'. Veja: O censo deste ano deve ser feito com senso crítico.

31 - 'Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe'. É, portanto, palavra masculina.

32 - 'Cidadão só tem um plural: cidadãos'.

33 - Cincoenta não existe. 'Escreva sempre cinquenta'.

34 - Ainda tem gente que erra quando vai falar gratuito e dá tonicidade ao i, como de fosse gratuíto. 'O certo é gratuito', da mesma forma que pronunciamos intuito, circuito, fortuito, etc.

Moacir Japiassu | comentários(1)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Programa Imbecil !

“BIG BROTHER BRASIL,
UM PROGRAMA IMBECIL”

Antonio Barreto (*)

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mau exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

(*) Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da
poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós-graduado em Psicopedagogia e Literatura
Brasileira. Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Homem Lúcido.

O homem lúcido sabe, que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções, e que ele nunca se entusiasma com elas assim como também não teme a morte.
O homem lúcido sabe que viver e morrer é o mesmo em termos de valor, posto que a vida tem tantos sofrimentos que a sua sensação não pode ser considereda um mal.
O homem lúcido sabe que ele é o equilibrista na corda bamba da existência, ele sabe que por opção ou por acidente é possível cair no abismo a qualquer momento, interrompendo a seção do circo.
Pode também o homem lúcido optar pela vida, onde ele esgotará todas as suas possibilidades, ele passeará pelos seu campo aberto, pelas suas vielas floridas.
Ele saberá ver a beleza em tudo. Ele terá amantes, amigos, ideais. Fará planos e os realizará.
Existirá os infortúnios e até mesmo as doenças, e se atingido por algum destes emissários, saberá suportá-los com coragem e com mansidão, e morrerá o homem lúcido de causas naturais, em idade avançada, cercado pelos seus filhos e pelos seus netos, que seguirão a sua magnífica aventura.
Pairará então sobre a memória do homem lúcido uma aura de bondade. Vão dizer: "aquele amou muito, quele fez muito bem às pessoas".
A justa lei máxima da natureza, obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem, se iguela sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis.
O homem lúcido porém, esse que optou pela vida, com o consentimento dos deuses, tem o poder magno de alterar essa lei.
Na sua vida os acontecimentos favoráveis estão sempre em maioria, pois essa é uma cortesia que a natureza faz aos homens lúcidos.

Inscrições da antiga Caldéia, descobertos recentemente.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"O prazer culpado de se deliciar com desastres faz parte da natureza humana".

Umberto Eco
"Os assaltantes pedem-te a bolsa ou a vida; as mulheres exigem as duas".

Samuel Butler

Mudança

"Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço".

Immanuel Kant
"Para que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos".

Bob Marley

Mediocridade

"Os que morrem na mediocridade provocam mais alívio que saudade".

Artur da Távola

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Morte

A morte é, portanto, uma daquelas condições que não podemos imaginar. Podemos, por exemplo, olhar para a noite passada. Ali, estávamos “mortos”. Porque estar dormindo sem sonhar é como estar morto.

BERT KEIZER (médico e filósifo autorizado a efetuar a eutanasia em pacientes terminais)

Pra você criança !



Criança, você realmente precisa aprender. um dia você vai entender (isso se a ignorância não engolir tudo antes) que mentiram para você.
Disseram que as coisas tinham um fim alegre, que as pessoas eram completamente confiáveis.
Mas todos nós, criança, todos nós que fomos fadados a vagar por este lugar, por esta rua sem fim, todos nós não sabemos como será. temos erros.
Somos o inferno as vezes. muitas marcas foram gravadas em nossa pele, criança, e assim mesmo continuamos aqui, em pé.
Sabemos que o fim não precisa de justificativa, o começo não precisa ser feliz. todos nós sabemos, criança, que o mundo é muito grande para aprisionarmos em nosso quarto, para prendermos em nosso sótão.
Todos os dias devemos descer as escadas. devemos escolher. devemos escrever silenciosamente na esperança de que tudo que há de ruim seja esquecido a cada letra. é criança, as coisas, infelizmente, são inesperadas. fogem de nosso controle.
Nossa zona de conforto dura pouco. quem a deixa existir por muito tempo se obriga a mentir.
É criança, o mundo esta se despedaçando, o céu está se despedaçando e eu não vejo como e nem porque segurá-lo.
Quem sabe um dia você veja, criança.

de Antero Albiol (blog do Zé Beto).