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quarta-feira, 27 de abril de 2011

A história dos nomes dos meses.

Janeiro – mês dedicado ao deus Janus, que possuía duas faces – uma para frente, o ano que se inicia, e outra para trás, o ano que termina. Era divindade dos princípios e começos, zelador do passado e do futuro.

Fevereiro – de Februa (ou Februalia), festival ou ritual de purificação realizado nessa época em tempos antigos: os romanos faziam sacrifícios expiatórios aos deuses, para conseguir sua benevolência.

Março – mês que iniciava o ano no antigo calendário romano e era dedicado a Marte, deus da guerra.

Abril – nome provavelmente vindo da palavra latina aprire, abrir, designando o primeiro desabrochar das flores, o início da primavera; algumas interpretações, no entanto, atribuem a esse nome homenagem feita a Afrodite, deusa do amor, a quem o mês era consagrado.

Maio – referência e celebração à deusa Maia, mãe de Mercúrio, e responsável pelo despertar da natureza, pelo crescimento das plantas e das flores.

Junho - homenagem a Juno, mulher de Júpiter, deus do Olimpo. Era deusa regente do céu e da terra e considerada a protetora fiel das esposas legítimas.

Julho - inicialmente Quintilis, teve seu nome mudado em honra a Júlio César, imperador romano.

Agosto – originalmente Sextilis, foi rebatizado para homenagear o imperador César Augusto, do Império Romano.

Setembro - do latim septem, era o sétimo mês do calendário romano antes da reforma realizada por Numa Pompílio.

Outubro – do latim octo, ou oito, designava o oitavo mês, nessa mesma época antes da reforma.

Novembro – do latim, novem, o nono mês desse primeiro calendário.

Dezembro – do latim decem, ou dez, o décimo e último mês desse mesmo calendário.

As origens do nosso calendário podem ser encontradas na Roma Antiga do século VII antes de Cristo (aproximadamente). O primeiro calendário romano foi criado com o objetivo de substituir os calendários lunares, não muito precisos, que faziam variar as datas das estações e, consequentemente, as datas das festas religiosas e pagãs que se ligavam a elas. Um grande transtorno!
 O ano, então, passou a ter 304 dias, estava dividido em dez meses, de trinta ou trinta e um dias,  tinha seu início em março e seu término em dezembro. À medida que o tempo foi passando, entretanto, constatou-se que ainda existia uma diferença em relação ao início das estações, pois o ano solar tem 365 dias e mais algumas horas.
Para cobrir essa diferença, o imperador Nuna Pompílio, ainda por volta do século VII a.C., resolveu acrescentar mais dois meses: janeiro e fevereiro, completando o nosso total atual de 12 meses.
Em 46 a.C., o imperador Júlio César fez um último ajuste. Com base no calendário elaborado pelos egípcios, ele instituiu o ano de 365 dias e manteve os nomes dos meses.  Nesse sistema, os primeiros seis meses tinham seus nomes em homenagem a deuses ou festividades romanas, e os outros seguintes, marcavam sua ordem numérica dentro do ano.
 Quintilis e Sextilis, originalmente o quinto e o sexto mês, foram posteriormente rebatizados com os nomes julho e agosto: o primeiro, em homenagem ao imperador Júlio César (44 a.C.), e o segundo, em honra ao imperador César Augusto (8 d.C.).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pensamento !!!

de Pablo Neruda
O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida – ao optar pelas atitudes construtivas – você cresce como ser humano.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trbalhar na direção de suas metas.
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tem gente burra e maldosa

Reinaldo Polito

Cuidado, muito cuidado quando conversar com gente com quantidade limitada de massa cinzenta e com aqueles maldosos, que fazem de tudo para arrumar encrenca. O que me surpreende é a proliferação dessa turma. Tenho cá comigo que isso se deve ao exagero do politicamente correto.
Politicamente correto, tudo bem. Agora, aproveitar a onda e explorar a moda para aflorar a hipocrisia, é, sem dúvida, um desvirtuamento do relacionamento social. Isso não pode, aquilo não pode, quase nada pode. E como fazer para equilibrar os pratos no meio dessa tempestade?
Gente normal, com um mínimo de semancol pega de primeira a mensagem subentendida. São pessoas com inteligência para compreender a linguagem metafórica. Riem das ironias finas, das brincadeiras, até quando elas mesmas são alvo de gozações. Percebem que o que vale não é o que foi dito, mas sim o que ficou nas entrelinhas, por trás das palavras.
Gente burra, não. São pessoas com cérebro do tamanho da cabeça de um alfinete. Pegam tudo ao pé da letra. Não são capazes de perceber uma brincadeira a não ser que o interlocutor se vista de palhaço e vire cambalhota no picadeiro. E olhe lá! Reagem com aquele ar obtuso e com palavras mais ou menos programadas: eu não acredito que você teve coragem de dizer isso para mim.
Quem não acredita é você. Como é possível que essa cabeça de ostra não tenha percebido que se tratava de uma brincadeira? Pior, dependendo do tipo de comentário ou de brincadeira que você fez cai na vala comum do politicamente correto e o estrago é ainda maior.
É praticamente impossível explicar para uma toupeira que o comentário não teve nenhuma intenção de ofender, e que valia na mensagem a informação oculta, com outro sentido atrás das palavras. Ããããã?  Não, não adianta explicar. A melhor saída é ficar longe de gente burra. Se não for possível, não diga nada que possa dar duplo sentido.
Há também os maldosos. Esses são perigosos porque sabem que o comentário ou a brincadeira teve outro sentido além das palavras, mas fingem não entender essa sutileza verbal e reagem como se fossem pessoas burras, só para arrumar encrenca. Você não se conforma. Sabendo que se trata de uma pessoa inteligente, como ela pode dizer que não entendeu que a informação era outra?!
Tanto no primeiro como neste caso a melhor solução é manter distância dessas pessoas. Nem sempre é possível. Por isso, continua valendo a sugestão de não dizer o que pode ser mal interpretado quando se tratar de pessoas com cabeça fechada.
E no caso de gente maldosa, ou evitar esses comentários, ou exagerar tanto na maneira de dizer que não sobre brecha para atazanarem sua vida. Se esbarrar no politicamente correto duplique a precaução.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Descobriu-se abandonado. Como milhões. Ele e os irmãos, que nem conhecia. Cada um foi para um lado, depois de atravessarem a porta da maternidade. Meio século antes. Quem foram eles? Quem são eles? Descobriu porque carregava as facas no peito e na garganta. Descobriu porque não via brilho, não via vida. Descobriu porque o mundo da alucinação conduzida foi a saída e entrada. Para outro inferno. Tanto fazia a riqueza e a miséria. Tanto fazia o beijo na boca ou a cusparada na cara. O carinho o ou murro. O afago ou a tortura. Morrer ou matar. Um templo e uma fossa aberta. Uma paisagem de cartão postal ou o lixão fétido da periferia. Amor. A palavra lhe era ofensiva, pois não conhecia o sentimento. Seres humanos eram feitos de plástico. Se via o sangue jorrando, pensava em um novo suco. Os gritos da dor lhe soavam como sinfonia. Cinquenta anos. Sobrevivente. Do abandono. Não tinha coragem para o ato final. E isso o machucava mais. Achava que penava tanto porque tinha companhia. Eram os outros. Milhões. Os abandonados das mais diferentes formas. Até os que viveram com eles. Sob o mesmo teto. Comeram à mesma mesa. Mas nunca foram olhados. Nunca um colo. Nunca um carinho. Nunca.

por Zé da Silva, do blog do Zé Beto.