O homem lúcido sabe, que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções, e que ele nunca se entusiasma com elas assim como também não teme a morte.
O homem lúcido sabe que viver e morrer é o mesmo em termos de valor, posto que a vida tem tantos sofrimentos que a sua sensação não pode ser considereda um mal.
O homem lúcido sabe que ele é o equilibrista na corda bamba da existência, ele sabe que por opção ou por acidente é possível cair no abismo a qualquer momento, interrompendo a seção do circo.
Pode também o homem lúcido optar pela vida, onde ele esgotará todas as suas possibilidades, ele passeará pelos seu campo aberto, pelas suas vielas floridas.
Ele saberá ver a beleza em tudo. Ele terá amantes, amigos, ideais. Fará planos e os realizará.
Existirá os infortúnios e até mesmo as doenças, e se atingido por algum destes emissários, saberá suportá-los com coragem e com mansidão, e morrerá o homem lúcido de causas naturais, em idade avançada, cercado pelos seus filhos e pelos seus netos, que seguirão a sua magnífica aventura.
Pairará então sobre a memória do homem lúcido uma aura de bondade. Vão dizer: "aquele amou muito, quele fez muito bem às pessoas".
A justa lei máxima da natureza, obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem, se iguela sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis.
O homem lúcido porém, esse que optou pela vida, com o consentimento dos deuses, tem o poder magno de alterar essa lei.
Na sua vida os acontecimentos favoráveis estão sempre em maioria, pois essa é uma cortesia que a natureza faz aos homens lúcidos.
Inscrições da antiga Caldéia, descobertos recentemente.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
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